sábado, 22 de janeiro de 2011

Espera no Senhor


Espera no senhor
Mesmo quando a vida pedir de ti mais do que podes dar
E o cansaço já fizer teu passo vacilar

Espera no senhor
Mesmo se a solidão teu peito machucar
E te der vontade de ir embora e tudo abandonar

Espera no senhor
Há um Deus que te ama e ele tudo pode transformar
Seu amor te sustentará, espera n'Ele
E ele tudo fará, tudo fará

Espera no senhor
Mesmo se o coração angustiado está
Por ver alguém que amas longe do Senhor andar

Espera no senhor

Mesmo que suas promessas demorem a se cumprir
E a vontade dele seja sacrifício para ti

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lembranças do jeito

Lembro do jeito, do jeito sapeca, como criança que brinca de boneca.
Lembro do jeito, do jeito sem jeito de dizer coisas do coração.
Lembro do jeito, do jeito de brincar, de fazer graça, de fazer marmota.
Lembro do jeito, meio sem jeito de se desculpar, de assumir que fez besteira.
Lembro do jeito, todo sem jeito, de entender que dependia, que precisava.
Lembro do jeito, típico da amizade, de poder decifrar o que sentia, da cumplicidade, das conversas por olhares, de ser também decifrada.
Lembro do jeito, danado, traquina, aquele que gostava de aprontar, jeito aventureiro.
Lembro do jeito, jeito verdadeiro, incapaz de enganar, de mentir... exceto pra divertir...
Lembro do jeito de partilhar, e também de guardar as coisas... até ficarem duras...
Lembro de amar, de brigar, de fazer bailarina de jardim, de ouvir, de falar, de não concordar, de lutar até trazer de volta.
Lembro do jeito e sinto saudades.
Lembro da distância, lembro do pagamento... o pagamento...
Lembro da promessa, lembro do meu dom da esperança... que tudo terminará bem...

Dedicado à esperança de tudo...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Oferta e prece

Aceita Senhor minha alma tão pequena e miserável. Aceita o meu nada e a minha mesquinhês.
Permita Senhor que seja eu banhada pela tua luz. Assim como a lua que reflete a luz do sol, esteja eu sempre a refletir apenas o teu amor e nada da minha pequenês.
Consente Senhor que eu seja como uma folha seca sempre levada pelo vento do teu amor, para onde não sei e sempre sem forças para resistir.
Que meu coração orgulhoso dobre-se sempre à tua realeza e lembre-se sempre de sua dependência a ti. Seja eu Senhor como um objeto, como um brinquedo em tuas santas mãos, passível de seru sado quando necessário ou deixado num canto sempre a te esperar.
Permite Senhor que o meu coração tão errante esteja focado em ti, que meus pés tão vacilantes andem por teus caminhos de flores e de espinhos, que meus olhos fixem-se nos teus, que minhas mãos toquem o teu manto santo.
E, se, este coração pequeno encontrar graça diante da tua imensidão dá-me como presente beijar tuas chagas redentoras, a fim de que eu acorde desejando-as e me deite as tendo acolhido.

A Nova Cidade Santa (Sl 155)

Chega o tempo da colheita
Mostrar-te-ei a minha glória
E tudo o que realizei em ti
E é ainda o começo
Farei de ti luz para o povo
E sal para temperar os corações
Mostrar-te-ei o meu grande amor
E demasiada afeição por tua vida
Escolhida fostes desde os primórdios, terra santa
Teus muros reconstruo
Tuas torres sou eu quem reforço
Verás do que sou capaz
Sou teu Deus e Senhor
E tudo é possível para mim
Uma nova Jerusalém
A nova cidade santa
Glorificada em meu nome
E forjada em minhas mãos

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Desarmonia ocasional

Agora diversas vezes me pego assim, numa dor de dar dó, numa lamentação só.
Agora me pego assim, chorando a desconstrução da minha alma, sentindo o assombro de ser desfeita.
Agora me pego assim: em um corpo, duas de mim. Uma que acata a ordem da altiva voz e outra que se quer fora da lei, fora dessa baderna interior.
Agora é assim, essa desarmonia devastadora, que me alcança sem compaixão, que não aceita pedido de perdão.
Fico agora assim, olhando pro tempo, sentindo o vento... e a dor me corroendo.
É assim, me deixo ser chagada, ser ferida aqui mesmo onde já me chagaram e feriram.
É porque é assim a cura do amor. De novo remexer, de novo fazer lembrar, de novo fazer sentir, de novo fazer reviver.
Já li que faz parte do meu caminho, que é coisa ocasional, que é uma parte.
É a desarmonia de dentro. É pra curar... ainda bem.
Por hora é assim... me pego chorando, de noite ou de dia, tanto faz.
Por hora me pego assim: em lágrimas. As lágrimas escrevem, no meu rosto, o teor dessa ocasional desarmonia.

Jerusalém Conquistada (Sl 154)

No Senhor, rejubila Sião, a cidade consquistada
É para lá que segue o exército do Altíssimo
Com ousadia e coragem, são abertas as portas da cidade
E o exército de Deus preenche suas alamedas
De lírios suaves e borboletas reluzentes
Se enche a cidade do Senhor
O povo que confia no Senhor, só ele será salvo
É assim a cidade do Senhor
É assim a morada de Deus
Rejubila Israel em seu salvador
Exulta de alegria naquele que lhe devolve a vida
Tantos saques e revoltas em meio a tanto amor
Muros derrubados, paredes destruídas
Exército poderoso do Deus fiel:
Pelo amor conquista
Na liberdade arrasta
Na simplicidade desarma
Na rocha firma em segurança
Serena e forte, Sião confiará
Ocupar-se-á das coisas de seu Senhor
Não mais inclinará a cabeça perante outros deuses
Haverá um tempo e é essa a hora
Em que a cidade será reconstruída
A sabedoria, a ciência, a mansidão
Serão como tijolos na construção de seus muros